A acústica em projetos corporativos tornou-se um dos principais desafios da arquitetura contemporânea.
Os escritórios open space, embora favoreçam integração, flexibilidade e colaboração, frequentemente apresentam problemas de ruído excessivo.
Conversas paralelas, telefonemas, reuniões rápidas, passos constantes e o arrastar de cadeiras formam um cenário sonoro que afeta diretamente a concentração, o desempenho cognitivo e a saúde mental dos ocupantes.
Para saber mais sobre como desenvolver bons projetos de acústica em projetos corporativos e quais são as soluções mais adequadas para isso, prossiga com a leitura!
A ciência do som: isolamento acústico x absorção sonora
Diversos estudos mostram que ambientes ruidosos aumentam o estresse, reduzem a produtividade e ampliam a sensação de fadiga ao longo do dia.
Por isso, tratar a acústica em projetos corporativos deixou de ser apenas uma questão de conforto para se tornar um fator estratégico de qualidade do ambiente de trabalho, especialmente em empresas que buscam certificações de bem-estar, como o selo WELL.
Para entender como melhorar a acústica em projetos corporativos, é fundamental diferenciar dois conceitos técnicos que costumam gerar confusão: isolamento acústico e absorção sonora.
O isolamento acústico está relacionado à capacidade de bloquear a passagem do som entre ambientes distintos.
É o que impede que o ruído externo, como trânsito ou áreas técnicas, invada o interior do escritório, ou que o som de uma sala de reunião se propague para áreas adjacentes.
Esse controle depende de sistemas construtivos, como paredes, portas, esquadrias e vedação adequada.
Já a absorção sonora atua dentro do próprio ambiente. O seu objetivo é controlar a reverberação, reduzindo o eco e o tempo que o som permanece “circulando” no espaço após ser emitido.
Em escritórios corporativos, a absorção sonora é decisiva para tornar as conversas mais inteligíveis, diminuir o ruído de fundo e criar uma ambiência acústica equilibrada.
Em ambientes open space, em que o isolamento entre postos de trabalho é limitado, a absorção sonora passa a ser o principal recurso para garantir conforto acústico.
É nesse ponto que a escolha de carpetes e cortinas técnicas assume um papel central.
O papel dos carpetes na acústica em projetos corporativos
Entre os revestimentos de piso disponíveis no mercado, o carpete se destaca como o único capaz de atuar simultaneamente na absorção de ruídos de impacto e de ruídos aéreos.
Sons de passos, rodízios de cadeiras, quedas de objetos e vibrações mecânicas são significativamente atenuados com o carpete, quando comparados a pisos rígidos, como porcelanato, concreto ou madeira.
Do ponto de vista técnico, os carpetes apresentam coeficientes de absorção sonora superiores, especialmente em médias e altas frequências, que são as mais comuns em ambientes corporativos.
Essa característica contribui para reduzir a reverberação geral do espaço, tornando o ambiente mais silencioso e confortável.
O carpete modular, em especial, tornou-se o favorito dos arquitetos em projetos corporativos.
Além do desempenho acústico, ele oferece vantagens operacionais importantes, tais como:
- Facilidade de manutenção e substituição pontual;
- Flexibilidade de layout, acompanhando mudanças no espaço;
- Maior durabilidade em áreas de alto tráfego; e
- Contribuição para conforto térmico e ergonômico.
Ao integrar o piso como elemento ativo da estratégia acústica, a acústica em projetos corporativos deixa de depender exclusivamente de soluções no forro ou nas paredes, resultando em um tratamento mais equilibrado e eficiente.
Cortinas técnicas e persianas: controle do som em fachadas de vidro
Outro desafio recorrente na acústica em projetos corporativos é o uso extensivo de fachadas envidraçadas.
O vidro é uma superfície rígida e altamente reflexiva do ponto de vista acústico. Sem tratamento adequado, ele faz com que o som “bata” na superfície e retorne ao ambiente, aumentando a reverberação e o desconforto sonoro.
As cortinas técnicas e persianas desempenham um papel essencial nesse contexto.
Os tecidos desenvolvidos com foco em desempenho acústico apresentam coeficientes de absorção sonora (NRC – Noise Reduction Coefficient) capazes de reduzir significativamente as reflexões sonoras nas áreas próximas às fachadas.
Sendo assim, soluções como cortinas celulares, telas solares técnicas e tecidos acústicos atuam como uma camada intermediária entre o som e o vidro, absorvendo parte da energia sonora antes que ela seja refletida de volta ao ambiente.
O resultado é um espaço mais controlado acusticamente, sem abrir mão da iluminação natural e do conforto visual.
Além da acústica, essas soluções contribuem para o controle térmico e luminoso, fatores que também são avaliados em certificações de bem-estar, como o selo WELL.
Hunter Douglas e a especificação orientada por desempenho
Quando o tema é especificação técnica, marcas com forte base em pesquisa e desenvolvimento fazem diferença nos resultados do projeto.
A Hunter Douglas é referência internacional em soluções para conforto ambiental, reunindo dados técnicos detalhados sobre desempenho acústico, térmico e luminoso de seus produtos.
A GF Premium, parceira da Hunter Douglas, trabalha com um portfólio que permite ao arquiteto especificar cortinas e persianas com base em laudos, coeficientes e parâmetros objetivos.
Essa abordagem técnica é especialmente relevante em projetos corporativos que buscam atender requisitos de certificações internacionais.
Ao alinhar estética, funcionalidade e desempenho comprovado, a especificação deixa de ser subjetiva e passa a integrar a estratégia global de qualidade do ambiente construído.
O diferencial competitivo: a acústica no selo WELL
O selo WELL é uma certificação internacional desenvolvida pelo International WELL Building Institute (IWBI) com foco direto na saúde e no bem-estar dos ocupantes dos edifícios.
Diferentemente de certificações voltadas principalmente à eficiência energética ou sustentabilidade construtiva, o WELL avalia como o ambiente impacta fisicamente e mentalmente as pessoas.
Dentro de sua estrutura, o selo WELL possui uma categoria específica dedicada ao som, chamada “Sound”.
Essa categoria estabelece critérios claros para controle de ruído, níveis de pressão sonora, isolamento entre ambientes e, especialmente, controle de reverberação.
Para que um projeto corporativo avance na certificação WELL, o arquiteto precisa comprovar o uso de materiais e soluções que contribuam efetivamente para a qualidade acústica dos espaços. Isso inclui a escolha de revestimentos absorventes, como carpetes, e de elementos têxteis capazes de reduzir reflexões sonoras, como cortinas técnicas.
Nesse contexto, a acústica em projetos corporativos deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser um requisito mensurável.
Produtos com laudos técnicos, coeficientes de absorção documentados e desempenho reconhecido facilitam o atendimento aos critérios do selo WELL e aumentam a segurança do processo de certificação.
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